A votação da deputada estadual Índia Armelau favorável à soltura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, provocou repercussão imediata no meio político fluminense. O posicionamento da parlamentar ocorreu no contexto das deliberações internas da Casa após a prisão de Bacellar no âmbito de uma investigação conduzida por órgãos federais.
Ao justificar o voto, Índia defendeu o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, argumentando que a manutenção da prisão deveria observar critérios técnicos e decisões judiciais, e não pressões políticas ou julgamentos antecipados. Segundo a deputada, a Alerj não poderia se afastar de princípios constitucionais, mesmo diante da gravidade das acusações.
A decisão, no entanto, dividiu opiniões. Parlamentares da oposição criticaram o voto, afirmando que a soltura enfraquece o discurso de combate à corrupção e transmite à sociedade a imagem de corporativismo político. Já aliados de Bacellar e defensores da medida avaliam que a votação não representa absolvição, mas apenas a garantia do direito de responder ao processo em liberdade.
Rodrigo Bacellar acabou sendo solto, mas segue como alvo das investigações. Seu telefone celular foi apreendido durante a operação e, mesmo sem a entrega voluntária da senha, a Polícia Federal conseguiu acessar o conteúdo do aparelho, que agora integra o inquérito em andamento.
A posição da deputada Índia passou a ser amplamente comentada nas redes sociais e nos bastidores da Alerj, com apoiadores destacando a coerência jurídica do voto e críticos cobrando mais rigor diante das denúncias.
O episódio reforça o clima de tensão no Legislativo estadual e evidencia como decisões individuais de parlamentares podem ter forte impacto político, especialmente quando envolvem figuras centrais do poder no Rio de Janeiro.
Voto de deputada Índia Armelau para soltar Rodrigo Barcelar contrasta com discurso moralista
A votação da deputada estadual Índia a favor da soltura do presidente da Alerj, Rodrigo Barcelar, gerou forte reação e levantou questionamentos sobre a coerência de seu discurso político. Conhecida por adotar uma postura moralista, de cobranças frequentes contra a criminalidade e de defesa rigorosa do combate a irregularidades na política, a parlamentar acabou sendo alvo de críticas por aquilo que adversários classificam como uma contradição evidente. A Deputada questionou em discurso que se dessa uma festa com Rodrigo Barcelar se a esquerda iria, uma anolgia sdem sentido já que estaria comparando um momento de lazer com uma votação importantíssima para o Estado do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais e nos bastidores da Assembleia Legislativa, a decisão foi interpretada como um gesto que enfraquece o discurso que a própria deputada costuma sustentar. Para críticos, ao votar pela soltura de um dos homens mais poderosos do Legislativo fluminense, investigado e alvo de operação policial, Índia se afastou da retórica dura que costuma empregar contra suspeitos de envolvimento em crimes ou desvios de conduta.
Parte da população acredita que Índia "Amarelou"
A principal cobrança gira em torno da narrativa adotada pela deputada ao longo de seu mandato, marcada por falas em defesa da “moralização da política” e da necessidade de rigor absoluto no enfrentamento à criminalidade. Para opositores, o voto favorável à libertação de Barcelar transmite a sensação de dois pesos e duas medidas, especialmente quando se trata de figuras centrais do poder.
Embora a deputada argumente, como outros parlamentares, que a decisão se baseou no respeito ao devido processo legal e na presunção de inocência, críticos apontam que esse mesmo cuidado raramente aparece em seus discursos quando o alvo são adversários políticos ou personagens sem influência institucional.
O episódio reforça a percepção de que o discurso anticrime e moralizador, tão explorado em palanques e redes sociais, nem sempre se sustenta na prática parlamentar, sobretudo em votações sensíveis que envolvem interesses internos da Casa.
A votação de Índia, portanto, não apenas contribuiu para a soltura do presidente da Alerj, como também colocou em xeque a imagem de coerência que a deputada construiu junto a parte de seu eleitorado, um desgaste que pode ter reflexos políticos mais à frente.
