ONDE ESTÁ O DINHEIRO DA REFORMA DO SÃO JOSÉ OPERÁRIO?

Cabo Frio recebe R$ 12 milhões do Governo do Estado para reforma do HCE, mas verba segue sem uso: onde está o dinheiro?


O município de Cabo Frio recebeu R$ 12 milhões do Programa de Apoio aos Hospitais Integrantes do SUS (PAHI), do Governo do Estado do Rio de Janeiro, destinados especificamente para a reforma do Hospital do Jardim Esperança (HCE).

O recurso foi oficialmente repassado ao município em 2024, mas, até agora, nenhuma obra efetiva começou, e nenhuma justificativa detalhada foi apresentada pela Prefeitura ou pela Secretaria de Saúde. O hospital, inclusive, vem sendo alvo de denúncias constantes sobre precariedade, infiltrações, sujeira e atendimentos comprometidos.

A situação levanta uma série de questionamentos que precisam de resposta imediata do poder público.

R$ 12 milhões parados: por quê?

A verba do PAHI tem finalidade clara:

✔️ reestruturar unidades hospitalares

✔️ garantir melhorias na infraestrutura

✔️ ampliar a capacidade de atendimento

✔️ modernizar equipamentos e áreas críticas

No caso de Cabo Frio, os R$ 12 milhões foram anunciados como solução para transformar o HCE. Mas, quase um ano depois, não há:

início de reforma,

licitação publicada,

prestação de contas detalhada,

nem relatório técnico mostrando onde o recurso está alocado.

Enquanto isso, pacientes denunciam que o hospital segue em condições insalubres.

Quem era o responsável quando o dinheiro chegou?

No período do repasse do PAHI, Cabo Frio passou por duas gestões distintas na Secretaria Municipal de Saúde:

Bruno (ex-secretário) – responsável pela pasta durante boa parte de 2024, incluindo o período de repasses estaduais;

A atual secretária (gestão Serginho)  responsável pela execução, planejamento e continuidade das ações em 2025.

Diante da falta de transparência, é natural que a população questione:

O recurso foi empenhado?

Foi usado para outra finalidade?

Ficou parado em conta?

Houve entrave administrativo ou político?

Houve negligência na execução?

Sem documentos oficiais, não é possível afirmar desvio, mas é legítimo perguntar, investigar e cobrar resposta.

A pergunta que ecoa nas ruas

Se o dinheiro chegou, como confirma o Governo do Estado, e o hospital continua exatamente como antes, a dúvida inevitável é:

Onde estão os R$ 12 milhões da reforma do HCE?

Quem deveria ter executado o recurso e por que não o fez?

Bruno, enquanto secretário, deixou algo parado?

A atual gestão da saúde está retendo o dinheiro sem explicação?

O prefeito Serginho tem conhecimento da situação, sabe onde ta esse dinheiro?

Essas perguntas precisam ser respondidas pelo governo municipal, com documentos, cronograma e prestação de contas.

Transparência é obrigatória, não opcional

A Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei do SUS e o próprio convênio do PAHI exigem: 

prestação de contas periódica,

relatórios de execução,

justificativas técnicas,

comprovação de uso do recurso,

publicação em portal da transparência.

Nada disso foi disponibilizado até o momento.

Enquanto isso, o HCE agoniza, uma realidade incompatível com um hospital que já deveria estar em reforma com verba garantida.

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